terça-feira, 17 de outubro de 2017

ISLÂNDIA (2º dia): Reykjavik - Grundarfjordur (península de Snaefellsnes)






















O dia nasceu chuvoso em Reykjavik. Depois de uma noite muito tranquila, aproximamo-nos do centro da cidade e estacionamos na zona portuária, junto a uma obra de arte inusitada, de seu nome Thufa. Subimos esta pequena "montanha" e, dali, ficamos a contemplar a paisagem, com o monte Esja e o Harpa Concert Hall a dominarem o horizonte. 

Thufa, uma obra de Ólof Nordall. No topo existe uma pequena construção rústica de madeira para secagem de peixe que se encontra em plena utilização.
























O nosso objectivo fundamental para este 2º dia era subir a torre da Hallgrímskirkja, uma igreja luterana da Igreja Nacional da Islândia, finalizada em 1986, com 74,5 metros de altura, e daí  contemplar as vistas sobre a cidade. Trata-se de um monumento imponente que, naturalmente, se distingue por entre os demais edifícios históricos de Reykjavik. O interior é minimalista, sobressaindo um fantástico órgão de tubos, datado de 1992, composto por 5275 peças.











































































A perspectiva sobre a capital é lindíssima, com imensos telhados coloridos e construções relativamente modestas em altitude. Daqui temos vista para a zona portuária, aeroporto doméstico de Reykjavik (não confundir com o internacional de Keflavik) e toda a envolvente habitacional num raio muito alargado.

































































Terminada a visita a este importante monumento, descemos as ruas da capital em direcção à marina. Nas ruas vive-se um ambiente algo familiar e de grande tranquilidade, com abundância de restaurantes e lojas de artesanato.

























Como se aproximava a hora de almoço, fizemos uma paragem num stand dos mundialmente famosos hot dogs da Beajarins Beztu Pylsur. De comer e chorar por mais!

As filas para provar esta iguaria são uma constante e a fama merecida. O sabor é único!



































O próximo grande motivo de interesse a visitar seria a Harpa, uma imponente sala de concertos e centro de congressos, plantada junto ao mar, integralmente revestida por vidro colorido. A Harpa e a Hállgrimskirkja são dois dos mais distintivos elementos arquitectónicos da cidade e, naturalmente, dos mais procurados quer pelos turistas quer pelos islandeses.










































A umas centenas de metros da Harpa, seguindo pelo passeio marítimo, encontramos esta bela escultura, de seu nome The Sun Voyager.






















Depois de uma breve caminhada pelo passeio marítimo, regressamos à autocaravana e retomamos a viagem. O destino seria Grundarfjordur, uma pequena cidade na península de Snaefellsnes, a 200  km de distância de Reykjavik. Seguimos na N1 até Borgarnes e aí divergimos pela N54. Durante a viagem foi possível observar de perto as colunas de basalto de Gerduberg, a maior formação do género na Islândia. São cerca de 2 km de escarpas de basalto dispostas em colunas predominantemente hexagonais (disjunções prismáticas). Trata-se de um fenómeno geológico impressionante que ocorre em resultado do arrefecimento e contracção de uma grande massa de magma. Durante esse processo formam-se estruturas colunares de lados perfeitamente paralelos e alinhados, perpendicularmente à superfície de arrefecimento.





















































Continuando para este, a paisagem é dominada pelo verde das pastagens, pelas montanhas e pelos vários tons de cinza característicos de um território de origem vulcânica. A precipitação na Islândia é uma constante e a paisagem confirma isso mesmo. O verde é omnipresente!! 




























Na Islândia existem alguns troços de estrada em gravilha, nomeadamente em regiões mais remotas como a península de Snaefellsnes. Circular nestas condições é um desafio e exige uma concentração extra. A N54 que nos levaria a Grundarfjordur não é excepção.





Quase na extremidade da península, nova paragem para contemplar Kirkjufell, também conhecida por "Church Mountain", e Kirkjufellsfoss (queda de água).
























Com 463 metros de altura, Kirkjufell  é o pico montanhoso mais fotografado na Islândia. 






























































Chegamos ao destino ao final da tarde. Grundarfjordur é uma pequena localidade ao pé do mar, com pouco mais de 8 centenas de habitantes. O parque de campismo, escondido entre as colinas e ladeado pelo rio Kverná, oferecia a tranquilidade necessária para uma noite de repouso. Os serviços são muito básicos, embora disponha de electricidade e área de despejos para autocaravanas. O preço médio ronda as 1100kr por adulto.

No dia seguinte esperava-nos algo único, algo incrível!!

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

ISLÂNDIA (1ºdia): Keflavik (KEF✈) - Blue Lagoon - Reykjavik






















A aventura começa no dia 31 de Agosto, com partida do tranquilo e confortável aeroporto do Porto e chegada ao enfadonho, confuso e super movimentado aeroporto de Gatwick. Esta escala incluiu uma noite num hotel nas imediações do aeroporto devido à incompatibilidade de horários entre os voos. Na manhã seguinte levantamos voo bem cedo, com destino a Keflavik, onde chegámos por volta das 9h. A expectativa era grande quando chegámos à Islândia!

Começámos por apanhar um autocarro (gratuito) para a agência de rent-a-car (Geysir), onde foram concretizadas todas as formalidades relativamente à autocaravana. Processo simples, profissional, e eficaz. A primeira paragem foi bem pertinho, num supermercado, para nos podermos abastecer de alimentos e outros itens. Escolhemos a cadeia Bónus, provavelmente a maior do país, essencialmente por dois motivos: maior variedade e preços ligeiramente mais acessíveis face a outros supermercados islandeses. Todos os guias de viagem que consultamos apontavam nesse sentido. No entanto, a oferta é bastante mais limitada em relação ao que estamos habituados e os preços... bem, esses são avassaladores!!



























Depois do almoço, seguimos em direcção a Grindavík, no sentido de visitar a Bláa Lónið, mais conhecida por Blue Lagoon. Situado no meio de um imenso campo de lava, com apenas 800 anos de idade, este impressionante spa geotermal é uma das maiores atracções da Islândia, sendo considerado, pela National Geographic, uma das 25 maravilhas do mundo. A água do complexo é salgada (água do mar) e é naturalmente aquecida a cerca de 1981m de profundidade, até uma temperatura de 240ºC, através do contacto com o magma, atingindo a superfície a uma temperatura de 38ºC. A particular situação geográfica deste país, atravessado pela crista média atlântica, que é do tipo divergente, é responsável por este fenómeno. A água é, inicialmente, captada pela central geotérmica de Svartsengi, que dista umas centenas de metros da Blue Lagoon, e depois canalizada para este complexo.

A caminho da Blue Lagoon é possível observar extensos campos de lava cobertos por musgo, bem como o vapor de água proveniente da central geotérmica que alimenta o complexo termal.
























A Blue Lagoon é bastante requisitada, razão que nos levou a fazer a reserva com cerca de 3 ou 4 meses de antecedência. O complexo é moderno e sofisticado, e o enquadramento paisagístico é impressionante, por entre rocha vulcânica de perder de vista e um enorme isolamento. O afloramento da água que abastece a lagoa arrasta enormes quantidades de minerais, sobretudo sílica, que assume a forma de uma lama branca, razão pela qual a água da lagoa apresenta uma tonalidade azulada característica. As propriedades únicas desta água trazem enormes benefícios, quer para o corpo quer para a mente.

Existe um percurso pedestre na envolvente exterior à Blue Lagoon, onde é possível observar de perto a rocha vulcânica solidificada coberta de musgo, vastos depósitos de sílica e a central geotérmica.





























Pormenor do musgo delicado que cobre a rocha vulcânica. 


Chegamos por volta das 16 horas. Uma vez no interior do edifício, os "banhistas" são convidados a tomar um duche, integralmente nús, antes de vestir o fato de banho e entrar na lagoa. É um procedimento obrigatório e supervisionado (embora de forma muito discreta), um vez que os islandeses levam a questão da higiene neste tipo de complexos muito a sério. Com uma temperatura exterior a rondar os 10ºC, e com algum vento, a entrada naquela água é como que chegar ao paraíso. Simplesmente fabuloso! Foram mais de 3 horas de puro relaxamento e encanto, com direito a máscara facial de sílica e a um granizado bem gelado e delicioso no bar. Nada melhor que começar as férias num oásis assim!! Os miúdos adoraram a experiência, e os papás também!

A água da lagoa apresenta uma temperatura constante, a rondar os 37ºC e os 39ºC.






















Água pura e refrescante, para prevenir o risco de desidratação.



























As crianças com idade inferior a 8 anos são obrigadas a utilizar braçadeiras insufláveis, fornecidas no local. A profundidade máxima da lagoa é de 1,6 metros.
























Após esta fantástica experiência, seguimos em direcção à capital, Reykjavik. Tínhamos planeado pernoitar no parque de campismo da cidade, mas tal não foi possível por este se encontrar esgotado!! Procuramos, então, um local tranquilo na periferia da cidade para estacionar e dormir. O dia seguinte adivinhava-se exigente, com muita caminhada pelas ruas da cidade.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Islândia - 12 dias em autocaravana / Iceland - 12 day motorhome trip


A Islândia, a "terra do gelo e do fogo", é um país nórdico europeu que há muito desejava conhecer.
Este ano tivemos o privilégio de passar 12 dias neste país e viver uma experiência que jamais esqueceremos. A Islândia está presente no imaginário de qualquer explorador e amante da natureza, tantas e tão variadas são as manifestações geológicas de vida do nosso planeta que podemos testemunhar. Vulcões, glaciares, falhas tectónicas, actividade geotermal ímpar, géiseres, quedas de água majestosas, cenários indescritíveis, atestam a singularidade deste país. A beleza e espectacularidade da paisagem é tal que emociona. Uma visita a este país faz-nos repensar a nossa dimensão no mundo, faz-nos sentir absorvidos, em perfeita comunhão com a natureza!! As palavras não chegam para descrever!!

Mãe, pai e três filhos (um com 9 anos de idade e dois com 5 anos) foram os protagonistas de mais uma verdadeira aventura. Fica o convite para acompanhar a partilha desta experiência nos próximos posts!

A preparação desta viagem começou meses antes, com muita pesquisa de informações e dicas, facilmente encontradas na internet. Assim que iniciámos a nossa pesquisa percebemos como é fundamental fazer marcações antecipadas, uma vez que a Islândia é, actualmente, um país muito procurado. Para nos facilitar o trabalho comprámos um guia detalhado de viagem, um mapa de estradas e desenhamos um roteiro com tudo o que pretendíamos ver e fazer.



Em que época do ano viajámos para a Islândia?

O calendário escolar acaba por limitar bastante as nossas férias. Após alguma ponderação, a escolha recaiu sobre as duas primeiras semanas de Setembro. Nesta altura do ano ainda há muita luz diurna (mais de 12h), o clima é mais suave e o fluxo de turismo é menor. Não menos importante, os preços são ligeiramente mais baixos que no pico do verão. No entanto, mais baixos não significa baratos. Longe disso!

Grande parte das infraestruturas, como parques de campismo, museus, restaurantes e mesmo algumas estradas encerram durante os meses de inverno, mas até final de Setembro o país funciona em pleno. 
Durante os meses de Junho, Julho e Agosto, os dias na Islândia são muito longos, com dias em que mal anoitece e pode ser observado o famoso "sol da meia-noite". Tratam-se dos meses em que há maior afluência de turistas, quer pelo clima mais ameno, quer pela possibilidade de rentabilizar mais os dias para conhecer o país.

Contudo, o incrível fenómeno das auroras boreais só é observável quando existe noite, pouca nebulosidade e alguma sorte. A possibilidade de testemunhar um acontecimento desta natureza, bem como tudo o que foi dito anteriormente, pesou imenso na nossa escolha pelo mês de Setembro. Além disso, respeitávamos melhor o nosso ciclo circadiano. Nada como manter o descanso "em dia". 


Que companhia aérea escolhemos para viajar até à Islândia?

Após várias pesquisas acerca de preços, datas e hora dos voos, o melhor compromisso foi partir do Porto para Londres-Gatwick (Inglaterra) através da TAP (ida e volta). O voo entre Londres-Gatwick (Inglaterra) e Keflavik (Islândia) foi operado pela Easyjet (ida e volta). São pouco mais de 5 horas de voo, no total. 


Qual o meio de transporte que escolhemos para percorrer a Islândia?

O plano seria percorrer a N1 ou Ring Road (estrada que permite dar a volta ao país), e por isso decidimos que a melhor solução seria uma autocaravana. Por um lado temos sempre todas as condições de conforto, higiene e alimentação adequadas a uma família com crianças pequenas. Por outro lado toda a liberdade de decidir onde parar e quanto tempo ficar. E, também, porque somos fãs de autocaravanismo! Foi alugada numa companhia local, a Geyser (www.geyser.is).

Porque não alugámos carro? Alugar um carro para percorrer a ilha implicaria ficar em hotéis previamente marcados ou recorrer a campismo. Existem hotéis estrategicamente posicionados à volta do país que dão um bom apoio a quem opta por este tipo de modalidade, mas que impõem um plano de viagem mais rígido por ter de estar nesse dia e local a tempo para fazer check-in... O campismo permite maior liberdade mas expõe-nos imenso aos elementos do clima e é necessário todos os dias montar e desmontar a tenda. Não acho boa opção para quem leva crianças. Vimos apenas adultos a fazê-lo e por vezes debaixo de chuva, frio e vento. Mesmo no verão as condições climatéricas podem ser muito adversas.

Para quem pretende conhecer o interior do país, onde existem as F-roads (estradas onde só podem circular veículos 4x4) é boa opção alugar um todo-o-terreno. Esta zona do país é mais perigosa e isolada mas com paisagens surreais, tal como pudemos constatar em algumas incursões que fizemos ao interior (glaciar Langjokull, por exemplo).

Como decidimos circular à volta do país pela Ring Road, num projecto já ambicioso para 12 dias, não achámos necessário alugar um 4WD. A autocaravana serviu perfeitamente os nossos intentos e mostrou-se perfeitamente capaz de atravessar alguns troços de gravilha sem dificuldades. Aqui está, o nosso hotel com rodas...






















Onde pernoitámos?

Existem parques de campismo um pouco por toda a ilha, onde existem áreas de serviço para autocaravanas. Optamos por pernoitar, a maior parte das vezes, em parques de campismo, pela facilidade em aceder a electricidade e a áreas de despejo e abastecimento de água, mas também ficamos em outros locais. No entanto, é importante ter em conta que há regras que devem ser respeitadas na hora de escolher um local para passar a noite. Em Novembro de 2015 foi aprovada uma nova legislação pela Agência Ambiental da Islândia que define as condições para poder pernoitar e acampar fora dos parques próprios para o efeito. Aqui fica uma foto panorâmica sobre o parque de campismo de Grundarfjordur, com a "nossa" autocaravana ao fundo.























Qual a rota escolhida para conhecer a Islândia?

Tentamos que o plano traçado fosse cumprido na íntegra, o que veio a acontecer. De uma forma muito resumida, porque não inclui alguns pequenos desvios, este foi o trajecto seguido:

Fonte: Google Maps
























DIA 1

DIA 2
Reykjavik - Grundarfjordur (península de Snaefellsnes)

DIA 3
Grundarfjordur - Husafell - glaciar Langjokull - Reykholt

DIA 4
Reykholt - Dalvik

DIA 5
Dalvik - Akureyri - Godafoss - Mývatn

DIA 6
Mývatn - Kafla - Detifoss - Egilsstadir - Seydisfjordur

DIA 7
Seydisfjordur - Reydarfjordur - Hofn

DIA8
Hofn - Jokulsárlón - Skaftafell (Vatnajokull Nacional Park)

DIA 9
Skaftafell - Fjadrárgljufur Canyon - Vik i Mýrdal - Reynisfjara

DIA 10
Reynisfjara -Dyrholaey - Skogafoss - Seljavallalaug -Seljalandsfoss - Gulfoss - Geyser- Thingvellir National Park

DIA 11
Thingvellir - Silfra - Laugarvatn - Sandgerdi

DIA 12
Sandgerdi - Keflavik (KEF ✈)

Estejam atentos aos próximos posts, onde farei uma descrição detalhada, dia a dia.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Folhados de ovo e canela / Egg and cinnamon puff pastry




Com uma aparência irresistível, estes folhados são sucesso certo!
A receita é muito fácil e com apenas 3 ingredientes!


Ingredientes:

- 1 massa folhada (congelada ou fresca)
- doce de ovos (de acordo com a receita que já partilhei aqui)
- canela

Nota: O doce de ovos pode ser preparado previamente e guardado no frigorífico. Se preferir pode prepará-lo enquanto a massa folhada está no forno.

Preparação dos folhados:
Começar por ligar o forno a 220ºC.
Cortar a massa folhada em retângulos ou quadrados (medidas entre 2 e 4cm), dispô-los sobre uma folha de papel vegetal (num tabuleiro) e levar ao forno até a massa ficar cozida (quanto mais pequenos mais rápido ficam prontos).















Com o auxílio de uma faca, cortar cada folhado ao meio e rechear com doce de ovos e canela.















Voltar a unir as duas metades do folhado.















Repetir o procedimento em todos os folhados.

























E estão prontos!















Sugestão: Polvilhar com açúcar em pó.
Ficam divinais!



segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Vestido de verão para bebé em crochet / Crochet baby summer dress

























Hoje decidi partilhar um vestido para bebé em crochet, lindo, que fiz para oferecer. 
Como se trata de um modelo de verão decidi tecê-lo em linha de algodão branco. 
Comecei por tecer o peito num modelo quadrado muito conhecido e que facilmente se encontra na internet.
Depois teci o corpo do vestido com uns leques simples intercalados por pontos altos em relevo que simulam pregas no tecido.













Terminei com um folho que consiste em pontos altos triplos tecidos na mesma argolinha da carreira anterior.
















Por fim, procedi aos acabamentos. Procurei fugir ao cor-de-rosa, cor muito escolhida para meninas, dando uns toques de cor verde água, que adoro!
Para isso, apliquei uma fita de cetim fina verde-água junto ao folho e com a mesma fita fiz três pequenas flores em fuxico que foram aplicadas no peito.

























Completei o conjunto com uns sapatinho mimosos, simples, com uma tira para prender, com uma mola de plástico transparente e uma flor de fuxico (igual às do peito do vestido) para simular o botão.




















Um modelo lindo e intemporal!







(Imagens gentilmente cedidas pela mãe da bebé para este blog, a quem agradeço a belíssima contribuição)




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